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Winning Authors

David Machado, Portugal

About the author:

David Machado was born in Lisbon in 1978. He has a degree in economics from ISEG, Lisbon's School of Economics and Management, but soon devoted himself to writing fiction and children's literature.

In 2005, he was awarded the Branquinho da Fonseca Prize for his children's book A Noite dos Animais Inventados and, in 2010, he was awarded the SPA/RTP Author Prize, in the category for Best Children and Youth book, for O Tubarão na Banheira.

He is the author of the short story collection Histórias Possíveis and the novels O Fabuloso Teatro do Gigante, Deixem Falar as Pedras and Índice Médio de Felicidade, as well as the children's books Os Quatro Comandantes da Cama Voadora, Um Homem Verde num Buraco Muito Fundo, A Mala Assombrada, Parece Um Pássaro and Acho Que Posso Ajudar. He has contributed work to the literary collections A Misteriosa Mulher da Ópera, Contos de Verão and O Segredo, and has published short stories in Portuguese and foreign newspapers and magazines.

Publishing house:

Dom Quixote     
Rua Cidade de Córdova, 2  
2610-038 Alfradige    
Portugal
Tel.: 351 21 427 22 00
www.domquixote.pt

Contact:
Maria do Rosário Pedreira mrpedreira@leya.com

Translation deals:

Author contact:

http://machado-david.blogspot.pt/
https://www.facebook.com/david.machado.142

Book awarded:

Indice Medio de Felicidade (Average Happiness Index)

Synopsis:

Daniel had a plan, a sort of journal of the future, written in a notebook. Sometimes he went back to rectify small things, but still, life seemed pretty easy – and happiness too. But, all of a sudden, everything changed for the worse: Portugal collapsed and Daniel lost his job. He couldn't afford to pay the mortgage for his house any more. His wife, also unemployed, left with his children, searching for better opportunities. His two best friends are absent: one, Xavier, has been locked inside his house for 12 years, obsessed with statistics and deeply depressed by the fact that the mutual aid website they created has proved a complete failure; the other one, Almodôvar, was arrested in a desperate attempt to mend his life. When thinking of his children and of Almodôvar's child, Daniel tries to understand what kind of hope is left for future generations. And he doesn't want to give up. In spite of the wreck that his life becomes, his will to rebuild everything seems unshakable. Because the Present is meaningless, if we don't anticipate a Future.

Excerpt:

Translated by Rui Vitorino Azevedo


“We did something wrong,” he said.

“What did we do wrong?”

“The site,” he said. “The site isn't working.”


Can you believe it? The guy was still trying to figure out the site. You weren't even here about half a year ago and Xavier was still worried about that shitty site. Because you put that into his head. You didn't shut up about the site for months. It was a foolproof idea. We were going to sell the business a year later with a 10,000% profit. We'd pay off the instalment loans, our children's education, lead a comfortable lifestyle, the whole film; and we were going to do something good, we were going to help people. I heard you talk about that so many times. I even started to believe it too. It seemed to be a great idea. To be honest, it still seems to me to be a great idea. But the truth is that we put money into it, money that I now need, money that might have stopped you from doing what you did, and we never saw that money again. And Xavier had all that work programming the site, weeks without sleeping, and when it was finally ready nothing happened. Months passed and still nothing happened. He was right: the site wasn't working. It's just that, well, for me it stopped being important a long time ago. But almost a year later Xavier was still trying to figure it out.


I didn't want to have that useless conversation, but I tried to be patient.


“What do you want to do?” I asked him. “We can't put more money in.”


He closed his laptop monitor a little and his face filled with shadows. He said:


“There are people using the site. The problem is that none of those people need help.”


In short, the problem was this: we created a social network where people who need help and people who are willing to help can meet. During the first 11 months that the site was live, 26 people signed up. Of those 26, there are 14 that never wrote anything, four that write regularly explaining that they need help jerking off, wiping their ass, cutting their toe nails, etc., three that use the site to stay in contact with each other without having ever made any request for help, and one that occasionally announces their availability to help whoever with whatever may be needed, in any place and at any time, and for that reason has a nine seater van.

More info on the author with excerpt in o.v. and EN or FR (PDF)

Rave Media Reviews:

«Num romance ágil e eficaz, de olhos postos no futuro, David Machado prova que afinal os bons sentimentos também podem dar boa literatura. David Machado criou um protagonista imparável no qual somos capazes de acreditar. E fez da sua história – escrita num tom justo, sempre adequado à natureza do que descreve – uma espécie de hino à esperança, uma demonstração de que nós, os seres humanos, embora imperfeitos e falíveis, talvez não sejamos, afinal, um caso perdido.»

Expresso, José Mário Silva

«Dono de capacidade de observação e de crítica social, David Machado constrói a história surpreendente de três homens cuja amizade vence todas as contrariedades e todos os absurdos da sociedade actual. Um hino ao amor que vence a crise neoliberal e rompe com o individualismo e o consumismo. Índice Médio de Felicidade questiona a sociedade em que vivemos.»

Público, São José Almeida

«… uma poderosa e divertida descida ao inferno, ao purgatório e ao paraíso de um desempregado que sonha mudar de vida. Com humor e diálogos adimiráveis, David Machado conta-nos a aventura de um herói involuntário, às voltas com as contas que tem de pagar e os sonhos que se vê obrigado a apagar da sua cabeça.»

JL, Luís Ricardo Duarte

«“Índice Médio de Felicidade” é o novo romance de David Machado, e isso diz quase tudo. Obrigatório.»

O Jogo, Joel Neto

«Mas este é também um livro de esperança: a que transmite a certeza de que é possível, pela força da táctica, recuperar um pouco da estratégia que tinha sido definida. Estimulante.»

Jornal de Negócios, FS

«Um romance que brinca com coisas sérias, revelando o talento do autor para criar humor com uma vertente crítica.»

GQ

«Índice Médio de Felicidade, o novo livro de David Machado, fala da capacidade de resistir e do otimismo como ferramenta da felicidade.»

Máxima

«Índice Médio de Felicidade consagra o seu autor como um dos grandes escritores da sua geração.»

Ensino Magazine

«David Machado rompe nesta obra com um dos muitos tabus da nossa sociedade “dita desenvolvida” e fala da felicidade. Tudo isto sem grandes lamechices e com muito “poder”, sem perder de vista um feliz trocadilho com a linguagem dos abstractos indicadores económicos que dá mote ao título. Para uma boa e feliz leitura.»

Diário Económico, Mafalda Avelar

«Escrever sobre a felicidade não é fácil, mas foi isso mesmo que David Machado resolveu fazer no seu mais recente romance: escrever sobre a felicidade e o que nos faz andar para a frente apesar de todas as adversidades. O que se mantém intocável é o dom demonstrado para contar uma boa história e para nos dar essa felicidade, nada menor, de ler um bom livro.»

Time Out, Ana Dias Ferreira

«David Machado tem um discurso claro. Descreve sem rodriguinhos ou juízos morais. Uma sucessão de episódios píncaros mantém o ritmo da narrativa sem quebra de fôlego. Mas são as sequências em que sobreleva a mnemónica aquelas em que as capacidades narrativas do autor melhor se desenvolvem.»

Sábado, Eduarto Pitta

«Tanto no domínio da linguagem quanto no da estrutura, [David Machado] está atento às pontas soltas – que ata – e a uma lógica narrativa que por vezes fica demasiado visível na leitura. Nada que lhe retire o ritmo, rápido, e a capacidade de prender, porque é preciso saber no que deu a esperança de Daniel quando todas as variáveis conspiram para a derrotar.»

Público, Isabel Lucas

«Depois de ter dissecado um Portugal salazarista, em Deixem Falar as Pedras, o escritor volta-se, agora, para os filhos e netos da Revolução de Abril. O resultado é um (excelente) manifesto: unidos, venceremos.

Visão, Sílvia Souto Cunha

«Com uma escrita fluida e segura, David Machado compõe uma obra que nos implica numa reflexão sobre a felicidade – e a sua (im)possibilidade em tempo de crise – que remete para a ideia aristotélica de bem, em que uma e outra se equivalem. Infelicidade é nada ter a perder ou perder a compaixão e a noção do bem e do mal? Também é sobre isso, este Índice Médio de Felicidade.»

Diário do Alentejo, Maria do Carmo Piçarra

«No novo romande de David Machado encontra-se uma luz ao meio do túnel para o abate em curso e em consciência para os governantes da palavra esperança em alguns milhões de portugueses. Um livro que, dada a intensidade do relato, faz lembrar as histórias de Faulkner e Kenouac.»

Diário de Notícias, João Céu e Silva

«Numa altura em que parecem existir todas as razões para nem sequer pensar nela, aí chega alguém que quer falar sobre o assunto. A felicidade é o tema central do novo romance do escritor português que apanha boleia de um Portugal cinzento.»

i, Maria Espírito Santo

«Índice Médio de Felicidade, de David Machado: um romance actual sobre um optimista que luta pela sua vida e pela felicidade daqueles que ama.»

Elle

Other Works:

O Fabuloso Teatro do Gigante

Barcarena: Presença, 2006

Histórias Possíveis (short stories)

Barcarena: Presença, 2008

Deixem Falar as Pedras

Alfragide: Dom Quixote, 2011